Zurich. Estudo revela alguma retoma das PME


Data: 18 Setembro, 2014

A aposta em novos nichos de mercado (22%) e a redução de preços (20%) mantêm-se como as principais estratégias de sobrevivência adotadas pelas PME nacionais inquiridas, logo seguidas pela aposta na diversificação da oferta de produtos ou serviços (18%). No último ano, 8% das PME a operar em Portugal consideraram mesmo a hipótese de fechar portas. Estes dados são da 2.ª edição do estudo “PME: Riscos e Oportunidades”, dinamizado pela Zurcih.

O aumento de ordenados foi uma realidade em 8% das PME questionadas e o recrutamento de novos colaboradores concretizou-se em 12% das empresas. Ambos os critérios cresceram 2% face ao ano anterior, revelando uma ligeira retoma.

Nesta segunda edição do estudo, as PME nacionais revelaram-se mais sensíveis à importância da gestão do risco, aumentando de 6% para 8% a percentagem de empresas que incluiu este tema no seu planeamento.

Artur Lucas, Diretor de Desenvolvimento de Soluções de Mercado da Zurich em Portugal sublinha: “Comparando com os resultados deste estudo efetuado no verão de 2013, verifica-se uma ligeira melhoria em vários indicadores, revelando o que poderá ser o início da retoma ou de uma curva de crescimento para as PME portuguesas. Saliento também o facto de os empresários estarem mais sensíveis à gestão do risco, como uma forma de lhes permitir um planeamento detalhado dos riscos para o negócio e uma reflexão sobre as medidas a tomar.”

Relativamente aos outros países europeus questionados no estudo (Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Irlanda, Reino Unido e Suíça), Portugal está acima da média europeia na aposta em novos nichos de mercado, no aumento mas também na redução de preços, nos despedimentos e na diminuição dos ordenados. A opção de reduzir a oferta de produtos ou serviços, assim como a escolha de fechar portas ou de renegociar crédito ou obter financiamento adicional são também mais prementes entre as PME portuguesas comparando com a média europeia. Relativamente à vizinha Espanha, Portugal recorreu mais 5% aos despedimentos. No entanto, mais 5% das empresas portuguesas recrutaram e mais 2% aumentaram salários.

No que diz respeito aos 19 países onde o questionário foi aplicado, o estudo revela ainda que 1 em 5 PME aumentaram salários e 1/6 recrutaram colaboradores nos últimos 12 meses. Menos de 5% das empresas inquiridas consideraram fechar portas e apenas 6% optaram por reduzir a oferta de produtos ou serviços.

Na maioria dos países, as PME estiveram focadas em explorar novos segmentos de mercado (23%) e em diversificar a oferta de produtos ou serviços (21%). As exceções foram a Alemanha e a Áustria, onde as empresas estiveram mais preocupadas em investir em operações e ativos.

A 2.ª edição do estudo “PME: Riscos e Oportunidades” foi aplicada pela Gfk em 19 países através da realização de 3.800 entrevistas telefónicas a CEO, CFO, Diretores-Gerais e Chefes de Operações no verão de 2014. Em Portugal foram realizadas 200 entrevistas, a maioria das quais (42%) a CEO das empresas.

 

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