TPMS. Uma nova oportunidade de negócio


Data: 2 Janeiro, 2015

Com a obrigatoriedade de instalação de sensores se controlo de pressão dos pneus em todos os carros novos desde 1 de novembro deste ano, as oficinas que não se prepararem já vão perder negócio.

A sigla TPMS (Tire Pressure Monitoring System), que em português significa Sistema de Monitorização da Pressão dos Pneus, é um elemento de segurança ativa que, embora simples, evita problemas uma vez que lembra os condutores da importância da pressão dos pneus. Em si, a função do sistema é avisar o condutor de uma perda de pressão de ar nos pneus, através de um sinal visual (no painel de instrumentos) e acústico.

O pneu foi concebido para funcionar com uma determinada pressão, a qual é indicada pelo fabricante. Com uma pressão de ar inadequada, aumenta o consumo de combustível, o desgaste do piso do pneu é irregular, o veículo perde aderência ao solo – principalmente com piso molhado – aumentando a distância de travagem, correndo o risco de perder a estabilidade e, inclusivamente, em casos extremos, existe o perigo de que a roda salte da jante e o pneu rebente. O TPMS corta pela raiz todos esses problemas.

A partir do dia 1 de novembro de 2014, os sistemas de pressão de pneus passaram a ser obrigatórios em todos os automóveis novos matriculados a partir dessa data. E se muitas marcas já instalavam esse mecanismo nos seus automóveis, a partir de agora é obrigatório e isso traz uma oportunidade para a oficina.

A questão passa por saber quem pretende estar preparado para dar assistência a este novo mercado, porque vai exigir abertura para o conhecimento e investimento também em equipamentos obrigatórios para fazer este tipo de serviço rápido e que se pode tornar muito rentável pelo volume que vai representar de forma crescente, nos próximos anos.

No mercado estão disponíveis kits completos de substituição para sensores, entre dispositivos originais mas também multimarca que podem ser programados para qualquer marca. A oficina vai cobrar por cuidar do sensor da roda do cliente o que já fazia com a válvula, mas agora incluindo o kit de substituição do sensor, com margens de lucro superiores. Um dos papéis da oficina passa por explicar ao seu cliente qual a importância do TPMS e o porquê de ser fundamental circular com a pressão correta em todos os pneus.

 

COMO FUNCIONA?

Cada sensor tem uma pilha interna que dura, em média, cinco anos ou 100 mil quilómetros. Quando a pilha acaba, o sensor tem que ser substituído. Como o sistema tem uma unidade central de processamento eletrónica (ECU), o novo sensor tem que ser instalado nessa unidade, introduzindo os respetivos dados na memória do software. Se isso não for efetuado, o sistema não funciona, porque a ECU não reconhece o novo sensor. Essa operação exige um equipamento de diagnóstico e um técnico especializado.

Estes sensores podem medir a pressão e a temperatura do pneu, para além de informar o sistema, através de ondas de baixa frequência, da sua posição no pneu e do estado da sua bateria. Mesmo quando se trocam apenas os pneus do eixo dianteiro para o traseiro (ou  vice-versa) torna-se necessário voltar a calibrar os sensores para evitar problemas de medição.

Atualmente, a maior parte do negócio está centrado na substituição de sensores diretos e são várias as ferramentas e equipamentos disponíveis para fazer essa operação na oficina, com as principais marcas do mercado a terem oferta alargada para esta operação. Existem várias soluções de sensores originais, programáveis e sensores multimarca que são compatíveis com todas as marcas.

Um sistema interessante no aftermarket passa por recodificar um sensor “virgem“, com o código do sensor substituído. Desse modo, não há qualquer alteração no sistema eletrónico do módulo TPMS. A grande vantagem desta solução é permitir cobrir todo o mercado com um único sensor e já não ser necessário um sensor para cada veículo.

 

TRABALHAR COM CUIDADO

Quando falamos de sensores diretos, o técnico deve trabalhar com cuidado. Isto porque o sensor, que é fixado à válvula, pode ser danificado se não forem seguidos os procedimentos corretos. A força excessiva pode danificar irremediavelmente a haste da válvula ou do sensor. Depois de a porca ter sido desaparafusada, o sensor pode ser removido a partir do aro. Quando um sensor for removido, todas as peças de reposição devem ser substituídas. Estas partes incluem a porca hexagonal, todos os elementos de vedação, o núcleo da válvula e da tampa da válvula.

 

 

NÚMEROS

Relatórios europeus mostram que os pneus com pressão insuficiente provocam:

  • um aumento de 2% do consumo de combustível
  • uma diminuição de 25% da vida útil do pneu
  • 20 milhões de litros de combustível gastos desnecessariamente
  • 2 milhões de toneladas de CO2 largados para a atmosfera
  • 200 milhões de pneus gastos prematuramente a nível global

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