Spies Hecker – Tintas revestem esculturas em fibra de carbono


Data: 2 Setembro, 2016

Tintas da Spies Hecker são utilizadas para pintar esculturas em fibra de carbono criadas pelo escultor sul-africano Alistair Gibson.

O escultor sul-africano Alistair Gibson recorreu à sua experiência na Fórmula 1 para criar esculturas em fibra de carbono, que são pintadas as tintas da Spies Hecker. Antigo mecânico-chefe da equipa Benetton F1 e diretor mecânico da BAR Honda Grand Prix decidiu explorar a sua veia artística e começou por aproveitar fragmentos de fibra de carbono inutilizados, assim como pedaços e peças de carros. “Comecei a perceber que conseguia fazer algumas coisas bonitas, mas não tinha a certeza de que alguém tivesse interesse em comprá-las,” explica. Descoberta a sua verdadeira paixão, Gibson passou a dedicar-se a este ‘hobby’ durante os tempos livres, antes e depois das corridas, e mais tarde Gibson tomou a decisão de se tornar um artista de fibra de carbono a tempo integral.

O processo de criação das esculturas é demorado. Em primeiro lugar, é esculpida à mão uma maquete à escala de 1:1 em madeira de balsa, depois digitaliza a maquete e utiliza o software CAD para decidir a colocação dos detalhes, tais como os olhos, guelras ou barbatanas. O passo seguinte são os moldes de fibra de carbono, cujo número dependerá da escultura. Segue-se o processo altamente especializado e muito moroso de laminação – colocar cuidadosamente as finas folhas de fibra de carbono nos moldes.

Os moldes revestidos com fibra de carbono são submetidos a um processo de pressurização denominado “de-bulking” e são então colocados na autoclave para criar a secção final e perfeita da escultura. Algumas esculturas consistem em apenas duas metades, outras, no entanto – como a aero manta de 3 metros – possuem um total de nove componentes.

Graças à sua longa carreira na Fórmula 1, Gibson teve a oportunidade de conhecer Andrew Moody, Head of Paint and Graphics da MERCEDES AMG PETRONAS, e a sua equipa. Uma vez montadas as esculturas, Gibson transporta-as até à oficina de pintura da Mercedes AMG Petronas em Brackely, onde são pintadas com as tintas da Spies Hecker, assim como os carros de competição e os camiões da SH_Carbon_Art_45_Racing_Piranhaequipa.

“Utilizamos o Permahyd Base Bicamada Hi-TEC 480 nas esculturas sempre que seja necessário cor, e o Permasolid Verniz HS Optimum Plus 8650, que proporciona um brilho reluzente e confere às esculturas uma aparência ótima”, afirma Andrew Moody. “É interessante para a minha equipa pintar algo de tão diferente. Eles apreciam o desafio, embora possa ser um processo demorado. A j manta de um metro demorou cerca de 25 horas a pintar, e uma das racing piranhas demorou aproximadamente 10 horas, desde o início até a sua finalização”.

Com alguma frequência verificam-se desentendimentos entre Gibson e Moody sobre qual a cor e o efeito a utilizar na fase de conceção inicial, pois é necessário garantir que as ideias de Gibson podem ser concretizadas. Se Gibson pretender que Moody efetue uma correspondência de uma cor específica, a equipa conta com o espectrofotómetro ColorDialog da Spies Hecker.

As esculturas já pintadas são devolvidas ao estúdio de Gibson onde são adicionados os detalhes restantes, desde as barbatanas em aço inoxidável que são fotogravadas, até a liga de bismuto polido para outras partes – como os dentes da escultura carbon king.

Mas o aspecto mais original das esculturas de Gibson é o facto de incorporar peças de carros da Fórmula 1. Cada uma delas possui um número de série e de produção, sendo possível descobrir a que carro ou corrida específica ela remonta.

Por: Carlos Moura

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