LIQUI MOLY. Crescimento finta a crise


Data: 4 Março, 2015

O especialista alemão em óleos para motores aumentou o seu volume de negócios e criou 50 novos postos de trabalho em 2014.

Mesmo com uma situação de crise vivida atualmente em alguns mercados de exportação, no ano passado, o especialista alemão em óleos para motores e aditivos LIQUI MOLY apresentou novamente um crescimento do seu volume de negócios, registando um ligeiro aumento de aproximadamente um por cento e atingindo, assim, os 421 milhões de euros. “Isto prova que soubemos navegar o nosso barco com segurança e fazê-lo chegar a bom porto, vencendo todas as tormentas”, afirmou Ernst Prost, sócio-gerente da LIQUI MOLY.

No mercado do seu país de origem, a Alemanha, a LIQUI MOLY detém uma presença tão sólida que o crescimento se torna cada vez mais difícil. Com efeito, em 2014, o volume de negócios da empresa neste país estagnou. O motor principal de crescimento é o negócio de exportação, que representa já cerca de 60 por cento do volume total de negócios. Atualmente, os produtos da LIQUI MOLY são vendidos em mais de 110 países, alguns dos quais em áreas críticas, tais como a Síria, o Iraque, a Líbia e a Ucrânia. Foi precisamente na Ucrânia, anteriormente um dos três maiores mercados de exportação da LIQUI MOLY, que se registou uma quebra para metade do volume de negócios em 2014. “Isto não tem qualquer importância em comparação com o sofrimento da população do país, mas é óbvio que deixou marcas no nosso balanço anual”, disse Ernst Prost. Por isso, o setor de exportação cresceu menos do que o previsto em termos globais.

“Ficar aquém do planeado nunca é satisfatório, mas não queremos ter um volume de negócios que não nos traz ganhos”, esclareceu Ernst Prost. “A nossa empresa defende e pratica uma política de crescimento sustentável.” Apesar da travagem no crescimento, a LIQUI MOLY não parou de investir nos seus recursos humanos e materiais, tendo o número de colaboradores subido para 696 no ano passado, com a admissão de 50 novos trabalhadores.

Relativamente à descida do preço do crude registada nos últimos meses e ao seu impacto nos resultados da empresa, este desenvolvimento reflete-se apenas muito ligeiramente nos custos, uma vez que a LIQUI MOLY não compra crude mas sim óleos de base, isto é, crude refinado. O preço deste material teve uma descida menos acentuada e que se concretizou com enorme atraso relativamente à descida do crude. Por sua vez, os preços de outros materiais, como os caros pacotes de aditivos, por exemplo, registaram inclusive um aumento, o que se traduz em custos mais elevados para nós, dado que os modernos óleos para motores são constituídos em mais de 30 por cento por aditivos. Além disso, tendo em conta que a moeda de compra é o dólar, a desvalorização do euro encareceu ainda mais a compra de materiais. “A descida do preço do crude não significa automaticamente uma redução do preço do óleo final para motores. Infelizmente, as coisas não funcionam desta forma”, explicou Achim Scharm, diretor do departamento de compras.

Continuar a crescer é o lema da LIQUI MOLY para se tornar uma marca de renome mundial. Em 2015, a LIQUI MOLY concluirá o seu abrangente programa de investimentos calculado em 20 milhões de euros, o que se traduzirá numa produção de óleo mais abrangente e em laboratórios com maior capacidade. Além disso, a empresa já contratou 16 novos colaboradores desde o início do ano. “Estes desenvolvimentos dão-nos mais força para enfrentar o futuro”, afirma Rainer Maass, diretor de recursos humanos, “porque as pessoas são o capital mais importante de qualquer empresa.”

A companhia reforça o seu negócio de exportação e aponta baterias para países mais pequenos como o Cazaquistão, o Uruguai e o Camboja, para além dos grandes mercados como os EUA, a China e a Índia. Como explica Ernst Prost: “Para os nossos concorrentes grandes, estes países ainda não são suficientemente atraentes, por isso, a pressão concorrencial ainda não é muito forte. Mas, lá como cá, os automobilistas também querem ter à sua disposição os óleos para motores topos de gama produzidos na Alemanha.”

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