Infiniti – Gasolina tão eficiente como diesel


Data: 17 Agosto, 2016

A marca de luxo da Nissan, a Infiniti, revelou o primeiro motor de combustão com taxa de compressão variável, uma novidade que estará presente no Salão de Paris e que promete ser tão eficiente quanto um diesel.

 A Nissan, através do seu emblema de luxo, a Infiniti, anunciou que, após 20 anos de investigações, desenvolveu com sucesso um motor de combustão com uma taxa de compressão variável, afirmando que esta inovação permite obter nos motores a gasolina uma eficiência ao nível dos propulsores diesel, além de oferecer níveis de potência equivalentes. Esta motorização, denominada VC-T, trata-se de um bloco tetracilíndrico de dois litros que irá substituir o V6 3,5L, garantindo menores consumos e mantendo potência e binário. Uma inovação que estará presente no Mondiale de l’ Automobile, em outubro, e que, segundo é indicado, permite alcançar nos blocos a gasolina valores de consumos ao nível dos diesel, com o benefício de estes motores apresentarem níveis de emissões poluentes mais baixos.

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A base está na tecnologia da compressão variável, que permite alterar a taxa de compressão a qualquer momento, um fator-chave para os consumos dos motores a gasolina. Segundo indica o comunicado da Infiniti, será possível, ao alterar a altura que os pistões alcançam, optar entre um registo de 8:1, para elevadas performances, e 14:1, dando primazia à eficiência. Esta modificação na taxa de compressão é feita de forma automática, dependendo do tipo de condução efetuada pelos automobilistas.

A Infiniti e a Nissan afirmam ainda que, em comparação ao motor V6 3,5L que substitui, o novo 2.0 VC-T tem uma eficiência superior em 27%, mas com a potência e o binário a serem equivalentes. Entre as vantagens apontadas à tecnologia VC-T encontram-se ainda níveis de vibrações e ruídos mais baixos, e também o peso inferior destes propulsores. Juntam-se ainda o facto de, por se tratar de um bloco a gasolina, ser possível cumprir os limites de emissões sem necessitar de aditivos como o já famoso AdBlue, e ainda o facto de os custos de produção serem inferiores aos dos atuais motores turboalimentados a gasóleo que cumprem as normas Euro6.

Por: Nuno Fatela

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