Continental – Estuda comportamento dos condutores portugueses


Data: 4 Outubro, 2016

Ao abrigo do projeto Visão Zero, e com o apoio do IPAM, a Continental levou a cabo um estudo sobre o comportamento dos portugueses ao volante. Dos resultados agora apresentados surgirão as linhas de ação de sensibilização que a marca irá levar a cabo.

 

Foi no cenário do Pavilhão do Conhecimento que a Continental apresentou os resultados de um estudo feito e parceria com o IPAM que visava quais os comportamentos de risco que os portugueses praticam ao volante e quais as causas subjacentes a esses comportamentos.

O estudo levado a cabo insere-se no projeto Visão Zero, um projeto que Pedro Teixeira, Diretor Geral da Continental Pneus Portugal, diz ser encarado pela Contionental como uma missão. “Queremos e podemos ser um interlocutor privilegiado na questão da segurança rodoviária. Temos o know how e o expertise de mais de 140 anos de história ligados ao desenvolvimento de sistemas e de tecnologias que apoiam o condutor. A juntar a tudo isto temos todo o desenvolvimento tecnológico que temos vindo a introduzir no processo de fabrico do equipamento que maior notoriedade e reconhecimento nos traz junto do público em geral. Este legado coloca-nos numa posição destacada para, como empresa socialmente responsável, darmos o nosso contributo para ajudar a diminuir os números da sinistralidade rodoviária”, afirmou.

Os dados recolhidos permitem colocar em evidência o perfil “multitasking” dos portugueses, a importância da atividade profissional associado aos níveis de stress e ao impacto que estes desempenham no seu comportamento durante a condução, bem como a confirmação que o locus de causalidade externa é efetivamente uma característica cultural predominante dos portugueses: “a culpa não é minha”.

O estudo permitiu ainda identificar os principais comportamentos de risco durante a condução assumidos pelos portugueses e de onde se destacam receber e fazer chamadas com sistema de mãos-livres (75%); comer e beber (75%); conduzir excesso de velocidade em zonas residenciais (74%); conduzir em excesso de velocidade em autoestrada (72%); receber/ler e enviar SMS (63%); passar um sinal que acabou de ficar vermelho (60%); e receber e fazer chamadas sem sistema de mãos-livres (53%).

Ainda na análise dos comportamentos de risco, Sandra Gomes, do IPAM, destaca que só 28% e 26% dos inquiridos refere que nunca conduziu em excesso de velocidade nas autoestradas e nas zonas residenciais, respetivamente. 25% nunca bebeu ou comeu enquanto conduzia e só 25% nunca fez nem recebeu chamadas em sistemas mãos-livres. A mesma responsável adiantou ainda que o estudo aponta para que os portugueses têm consciência dos riscos da adoção de determinados comportamentos durante a condução, sendo que aqueles a que associam níveis mais elevados de risco são enviar e-mails, fazer relatórios, ler, e utilizar as redes sociais.

De acordo com Pedro Teixeira, os dados agora conseguidos e os resultados deles extraído permitirão à Continental criar ações de sensibilização focalizadas, que serão levadas a cabo através de várias vias de comunicação, sendo que uma delas será a rede ContiService. O mesmo responsável expressou ainda a vontade de trabalhar com a ANSR e a PRP na criação de campanhas de sensibilização futuras. Internamente, o estudo está já a produzir resultados, estando atualmente agendadas já ações a realizar junto dos trabalhadores da Continental Pneus Portugal.

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