Continental. “Automóveis elétricos enfrentam problema de imagem”


Data: 21 Janeiro, 2015

Foram publicadas as primeiras conclusões de um estudo que descobriu que está em queda o número de pessoas que pondera adquirir um veículo movido a energia elétrica nos próximos anos.

A Continental vai apresentar no dia 29 de janeiro o seu estudo relativo à perceção que as pessoas têm da imagem dos veículos elétricos, que foi realizado através de inquéritos a cidadãos alemães, franceses, americanos, chineses e japoneses e também a entrevistas a especialistas do setor automóvel e de ciências. Entretanto foram já divulgadas as primeiras conclusões pela Continental, que indicam que apesar de 72% considerar estes automóveis como amigos do ambiente e 67% os caracterizar como sensatos, a análise feita à imagem destes automóveis é totalmente diferente.

Apenas 26% das pessoas considera que estas viaturas apresentam um design atraente e outro dos problemas é que, apesar do aparecimento de automóveis como o BMW i8, apenas 23% considera que os automóveis elétricos têm um carácter desportivo. Outro fator que penaliza esta alternativa de mobilidade mais ecológica é o facto de apenas 26% das pessoas considerar que irá sentir prazer na condução de uma viatura elétrica.

Preocupante é o facto de, apesar do aumento da oferta, em comparação a um estudo idêntico realizado em 2011 há um número menor de condutores em todas as faixas etárias a colocar a hipótese de adquirir um veículo elétrico a médio-prazo (4 a 10 anos). Nos jovens com idades entre os 16 e 30 anos 34% considera esta hipótese, enquanto na análise anterior eram 47%, e no grupo etário entre os 31 e 59 anos a queda foi de 46% em 2011 para 35% em 2015. As pessoas com mais de 60 anos são aquelas que demonstram mais afinidade com as viaturas movidas a eletricidade (40%) e, no caso dos inquiridos mais jovens, há mesmo 30% que revela que apenas iria adquirir um automóvel elétrico caso os motores de combustão interna deixassem de estar disponíveis.

José Ávila, membro do Conselho de Administração da Continental, já comentou estes dados, indicando que “depois de vários anos em expansão, o carro totalmente elétrico está atualmente a enfrentar problemas de imagem”. Este responsável considera que os automóveis híbridos podem ser muito importantes para abrir novas oportunidades à mobilidade elétrica. “A crescente hibridização, incluindo a tecnologia de 48-volt, vai abrir caminho à eletromobilidade. Permite uma relação custo/benefício razoável e dá aos condutores a sua primeira experiência com a eletromobilidade. Os veículos híbridos podem criar aceitação para os carros elétricos. Os condutores têm a possibilidade de fazerem certos trechos de estrada em veículos híbridos usando a energia elétrica e de experimentarem em primeira mão como esta condução é divertida.”

 

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