Comma. Alterta para a troca do óleo dos travões com dados preocupantes


Data: 2 Setembro, 2014

As oficinas independentes podem estar a desperdiçar milhares de euros de margem de lucro, de acordo com um novo relatório que revela que os travões em 61% de todos os carros em Espanha e Portugal podem falhar a qualquer momento.

A especialista em óleos e químicos, Comma, testou a qualidade do fluido de travões em oficinas de toda a Europa e apurou que três em cada cinco condutores espanhóis e portugueses conduzem com sistemas de travagem em mau estado, sendo que 17% arriscam involuntariamente a sua vida sempre que conduzem. Em geral, por toda a Europa, esse valor cai para 41%, sendo esta a percentagem de veículos que circulam com fluido de travões abaixo do standard.

Ao mesmo tempo que a fraca qualidade do fluido de travões nos carros dos países é alarmante, o estudo da Comma também revela uma preocupante falta de conhecimento entre os condutores acerca de como o fluido de travões funciona. Mais de metade não faz ideia, oferecendo às oficinas a oportunidade de criarem confiança e de educarem os respectivos clientes.

A extensa gama de fluido de travões da Comma abrange mais de 99% dos veículos que circulam nas estradas de Espanha e Portugal e pode ser encontrada em www.CommaOil.com.

O fluido de travões absorve humidade da atmosfera, o que reduz a respectiva eficácia, dado que diminui o ponto de ebulição. Uma vez que o ponto de ebulição cai para baixo de 180 graus Celsius, o fluido de travões torna-se inútil, provocando uma repentina e inexplicável falha de travagem.

A especialista em testes de fluido de travões, Alba Diagnostics, recomenda a substituição do fluido de travões quando o ponto de ebulição atinge os 200 graus Celsius. Mas, escandalosamente, alguns dos veículos testados pela Comma tinham fluido de travões com o ponto de ebulição aos 160 graus.

Os investigadores da Comma apuraram que a idade e a quilometragem de um veículo não estão necessariamente relacionadas com a qualidade do respectivo fluido de travões. Um em cada cinco veículos com menos de 100.000 quilómetros no conta-quilómetros tinha fluido de travões com um ponto de ebulição inferior a 200 graus.

Entretanto, 75% dos clientes das oficinas admitiram não saber como funciona o fluido de travões ou deram uma resposta inadequada quando questionados. Dois quintos (40%) não substituíram o fluido de travões durante dois anos.

O resto da Europa não está muito melhor, com um total de 71% dos condutores questionados a revelar ser incapaz de explicar como funciona o fluido de travões.

Mike Bewsey, porta-voz da Comma, declarou: “A fraca qualidade do fluido que controla um componente tão crítico do veículo em termos de segurança é alarmante, tal como o é a falta de conhecimento acerca de como funciona. Infelizmente, uma vez que o fluido de travões esteja contaminado não há retorno, e existe um risco muito maior do fluido entrar em ebulição. Isto pode acontecer em condições de paragem-arranque, condições de forte travagem ou se estiver a rebocar algo. Também é muito difícil de diagnosticar como problema, visto que após um acidente e depois do fluido ter arrefecido novamente, o seu aspecto será normal.”

A Comma acredita que a natureza “fantasma” da falha do fluido de travões pode explicar milhares de acidentes todos os anos. Mas, enquanto uma visualização do nível do fluido de travões pode ser realizada como parte da Inspecção Técnica de Veículos (ITV), um teste de qualidade do fluido não faz parte da avaliação.

Bewsey declarou: “Testar a temperatura do ponto de ebulição é a única forma de verificar a qualidade do fluido de travões. As oficinas que tenham a visão de disponibilizar o teste de qualidade desbloquearão não somente uma fonte adicional de rendimentos e de potenciais vendas, mas provavelmente também conseguirão a confiança e lealdade permanentes por parte dos respectivos clientes.”

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