As feiras ainda fazem sentido?


Data: 5 Junho, 2013

Hoje contam-se pelos dedos de uma mão as atividades que não sofreram uma profunda alteração no seu funcionamento graças à internet. Nas oficinas e no aftermarket não foi diferente e a evolução tecnológica é um comboio que anda cada vez mais rápido e quem não conseguir entrar está completamente fora do mercado. Algumas empresas têm fechado portas por continuarem a negar essa evidência. Mas esta profunda alteração obrigou também a uma adaptação dos salões e feiras do aftermarket.

Até há coisa de uma década era nestas feiras que eram feitos os grandes lançamentos de novos produtos, novidades absolutas e tudo acontecia durante aquela semana de feira a um ritmo alucinante. Hoje, a maior parte das marcas são unânimes em garantir que o principal motivo da sua participação não está na apresentação de novos produtos, porque os lançamentos vão sendo feitos à medida do calendário e da conveniência de cada empresa, através de ações próprias e de divulgação dos produtos nas suas páginas de internet, nas redes sociais e através de ma rketing digital. Hoje a flexibilidade é maior e a comunicação de massas permite que a mesma informação seja vista em todo o mundo ao mesmo tempo por milhões de pessoas. Isso leva-nos a questionar se a presença em feiras ainda faz sentido. A resposta é claramente sim. Os objetivos mudaram mas a eficácia não diminuiu. Hoje as feiras servem para aprofundar o contacto direto com o cliente, muitas vezes o único local onde isso acontece, mas também para aumentar a notoriedade da marca. E todos sabemos como o negócio do aftermarket se faz do contacto direto entre os players do mercado e da partilha de experiências.

A presença nas feiras é vista pelas marcas como um investimento que, muitas vezes, pode não trazer um retorno comercial imediato, mas é uma semente que dará frutos no futuro. E não tenhamos ilusões: ainda se fazem muitos e bons negócios nas feiras internacionais. Hoje as próprias ações são diferentes e muitos são os stands on de as marcas convidam os visitantes a experimentarem os produtos, deixando-lhes uma sede de formação sem a qual ning uém sobreviverá. As feiras continuam a fazer muito sentido, mas é preciso olhar para elas de uma forma moderna e adaptada aos dias de hoje. É também por isso que a Turbo Oficina não deixará de estar presente nas principais feira s do aftermarket, o que voltou a acontecer em Bolonha, onde fomos a única publicação do aftermarket a estar presente.

A partir desta edição estreamos também a nova secção “Um dia com…”, onde vamos acompanhar um profissional do setor por mês e mostrar o seu trabalho diário. A secção de pneus ganha também maior importância e mais espaço a partir deste número. Mas não vamos ficar por aqui e em breve surgirão mais novidades.

 

 

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