Editorial

Published on Dezembro 13th, 2016 | by Andreia Amaral

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Uma nova abordagem

Ao anunciar o fim de mais um ano, o mês de dezembro traz consigo um espírito de introspeção, mas também de aproximação ao ‘outro’ e à comunidade. É por esta altura que a maioria de nós faz um balanço das metas atingidas e eleva novas fasquias que ditarão os compassos dos nossos movimentos no ano que se avizinha. Este mesmo recolhimento ponderativo é extrapolado para as empresas, com reuniões de escrutínio de objetivos que visam identificar o ambicionado crescimento.

 

Não deixa de ser curioso o facto de ser precisamente nesta altura de reflexão interna que mais participamos em ações conjuntas, no reforço de relacionamentos e na procura de um bem-estar geral que nos preenche… Talvez porque, no fundo, sabemos que o nosso crescimento e a nossa autorrealização dependem do equilíbrio de um todo.

É exatamente esta mensagem – de que o sucesso se concretiza no funcionamento perfeito de toda uma cadeia de valor – que destacamos nesta que é a última edição do ano, mas a primeira com o novo design editorial, porque também nós queremos estar mais perto de si, convidando-o de forma mais apelativa à leitura de artigos que, sabemos, o munirão da informação de que necessita para fazer o seu negócio, e todo o setor, crescer.

Só a perceção de que apenas trabalhando juntos conseguiremos cumprir os nossos objetivos nos orientará para o caminho do sucesso. É isso que defende Paulo Areal, presidente da ANCIA e nosso entrevistado nesta edição, quando afirma que tem de se exigir mais rigor na inspeção. Não podemos ser coniventes com a circulação de veículos na via pública que colocam em causa a segurança de todos. E isso significa um trabalho conjunto, na sensibilização dos proprietários e na formação dos técnicos, que, em boa verdade, resultará em mais manutenções preventivas e na escolha de peças e serviços de qualidade, impulsionando o crescimento de todo o após-venda. Quando se facilita na tentativa de conquistar o cliente, é contra isto que se trabalha.

Do mesmo modo, todos temos um papel a desempenhar na luta contra a economia paralela, que prejudica os negócios lícitos mas também todos nós, enquanto cidadãos.

Exigir NIF nas compras de peças, obrigar à apresentação de faturas, facilitar o trabalho das autoridades (e vê-las como garantes do bem comum) e proporcionar condições aos colaboradores para que não enveredem por esta via fora de horas são medidas que todos devemos priorizar, como ficou comprovado na conferência da ANECRA.

Neste ano que se avizinha, tentemos, por isso, uma nova abordagem. Trabalhemos tendo em mente que só no cumprimento das regras, na entreajuda, na luta pela melhoria contínua, na formação e informação de todos, e na construção de um setor forte, conseguiremos evoluir… e talvez descubramos que, assim, crescemos muito mais.

 

Por: Andreia Amaral – Editora-Chefe

Artigo originalmente publicado na Turbo Oficina n.º55

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