Editorial

Published on Junho 9th, 2016 | by Andreia Amaral

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Seleção natural

A mudança de paradigma no setor automóvel é, hoje, uma certeza para todos aqueles que operam no aftermarket e na área de reparação e manutenção.

Quando as novidades deixam de chegar a cada quatro anos e passam a ter uma cadência permanente, torna-se cada vez mais difícil acompanhar as mudanças e dar uma resposta adequada às novas solicitações. E, atualmente, o cliente não perdoa. Mais informado e habituado à celeridade e proximidade que a Internet lhe proporciona, exige produtos e serviços de qualidade, que lhe facilitem a vida. Espera que os agentes económicos antecipem as suas necessidades e que, mesmo antes de ele pensar nelas, lhe apresentem as respetivas respostas.

Dar conta, por um lado, dos avanços tecnológicos, com tudo o que isso acarreta em termos de investimento e formação, e, por outro lado, das novas formas de fazer negócios e comunicar com os clientes não é tarefa fácil. Sobretudo, quando a preocupação para muitos continua a ser, simplesmente, pagar as contas no final do mês. No entanto, quem não conseguir fazer esta passagem ficará, inevitavelmente, pelo caminho. Porque outros consegui-lo-ão e continuarão a crescer, ganhando cada vez mais preponderância e quota de mercado. É exatamente esta a ideia de David Santos, diretor da unidade de indústria da Sika Portugal e nosso protagonista nesta edição, quando diz que o mercado atual favorece que os grandes se tornem ainda maiores.

Por isso mesmo, neste número, abordamos de forma pragmática, preto no branco, duas das mais importantes temáticas para o setor: a necessidade impreterível de ter sistemas de diagnóstico que permitam identificar avarias no veículo atual e futuro, com cada vez maior eletrónica e conectividade; e a forma como as empresas poderão entrar na era digital a ganhar. Trata-se, efetivamente, de ferramentas a que nenhum empresário poderá permanecer alheio se o que pretende é continuar a laborar no futuro.

É certo que, pela sua dimensão, as empresas maiores terão sempre mais capacidade de investimento e acompanhamento das tendências. É um facto que as mudanças se repercutem, quase sempre, numa seleção natural, em que só os mais fortes sobrevivem. Mas não é menos verdade que a força vem de dentro, pelo que cada um, por mais pequeno que seja, ainda poderá ter uma palavra a dizer, basta querer!

 

Por: Andreia Amaral – Editora-Chefe

Artigo originalmente publicado na Turbo Oficina n.º49

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