Editorial

Published on Novembro 10th, 2016 | by Andreia Amaral

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O preço certo

Nos últimos meses, e naquela que foi também uma consequência da operação da ASAE de apreensão de equipamentos de diagnóstico ilegais, muitas têm sido as vozes no setor que clamam por uma mão mais pesada na fiscalização, não só de equipamentos, como de peças e serviços. Em causa está a concorrência desleal, mas também a deturpação do mercado e a sua própria sobrevivência.

Todos sabemos que a conjuntura económica tem promovido a procura por soluções menos onerosas, e cada um de nós, enquanto consumidor, procura obter o máximo valor pelo seu dinheiro. Quer isto dizer que pretendemos pagar o mínimo possível garantindo uma boa qualidade. É exatamente este o exercício que deve ser feito no momento de comercializar qualquer produto ou serviço, porque esta é a única forma de garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

De nada serve perseguir a lógica da rentabilidade imediata, disponibilizando um produto de qualidade duvidável que tem rápida saída, mas que acaba por retornar com elevados custos. Cada vez que se comercializa uma peça sem qualidade, por mais baixo que seja o seu preço, corre-se o risco de perder um cliente. Mais consciente que nunca dos seus direitos e daquilo que o mercado tem para oferecer, o consumidor regressa ao local e exige uma solução para o seu problema, que pode passar por uma peça nova, por uma reparação mais profunda, ou por outro processo que, no final, implica sempre custos de logística inversa e de tempo. Pior, dificilmente o cliente voltará a esse mesmo sítio e, talvez até, ao setor, trocando o após-venda independente pela segurança e confiança, ilusória ou não, na marca do automóvel. Prejudica-se, portanto, não só o próprio negócio, como todo o setor.

É, assim, fundamental que cada empresa faça esta gestão da qualidade ao preço justo, alcançável apenas por uma escolha criteriosa dos produtos, pela existência de processos eficientes e de profissionais formados e competentes, que consigam assegurar o que de mais importante há para qualquer negócio: a satisfação do cliente final. É exatamente para este facto que o nosso Protagonista nesta edição chama a atenção. Filipe Ferreira, administrador da Sonicel e da AD Portugal, refere mesmo que o crescimento do setor depende da satisfação do cliente final.

Falando do mercado low-cost, também diversos agentes da área da iluminação, à qual dedicamos o dossier deste mês, referem que estes produtos têm o seu lugar, mas, acima de tudo, é preciso garantir a sua qualidade, porque, mais do que preço, é isso que o cliente quer, até porque tem já a consciência, ou mesmo a experiência, de que o “barato sai caro”.

Nesse sentido, em época de compras profissionais, e com a Mecânica prestes a abrir portas, revelamos-lhe, num especial dedicado ao certame, os principais lançamentos de final de ano, para que chegue bem preparado àquele que é um dos principais palcos nacionais de negócios do após-venda. Lembre-se de que as suas escolhas têm um preço, por isso, procure o preço certo.

 

Por: Andreia Amaral – Editora-Chefe

Artigo originalmente publicado na Turbo Oficina n.º54

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