Bragalis. Próximos e preparados

No Norte mora uma rede de armazéns e balcões que respeita o negócio dos seus clientes. A Bragalis cresceu mas a política de proximidade mantém-se, aliada a uma seleção cuidada dos seus parceiros. O resultado é uma empresa sólida e preparada para as contingências do mercado.

Um caminho alinhado com o retalho, sem chegar à oficina. A política que a Bragalis traçou há vários anos é um dos trunfos deste que é um dos principais grossistas da região Norte do país, e que se orgulha de providenciar aos seus parceiros “excelentes condições” para desenvolverem o seu negócio, nas palavras do Sócio-Gerente José Alberto.
O caminho de que fala a empresa começou no trabalho conjunto de cinco retalhistas, organizados na importação de peças. “Obrigados” pelo mercado a alargar o modelo de negócio, o resultado foi uma sociedade por quotas, partilhada por uma dúzia de associados, parte deles retalhistas de peças com balcões colocados estrategicamente em redor dos armazéns Bragalis – situados em Braga e em Vila Real – e que distribuem os seus produtos.
Segundo José Alberto, a rede “expandiu-se e neste momento já conta sobretudo com clientes não-associados, com condições especiais para vender as peças à oficina”.

Seriedade e familiariedade
Duas palavras essenciais no vocabulário da Bragalis, que ilustram que tipo de condições oferece aos seus parceiros. Seriedade e familiariedade no trato e no negócio, deixando o trabalho junto da oficina para os seus clientes, com a clara perceção “da concorrência que têm neste momento, principalmente nos importadores”, refere José Alberto.
Ao mesmo tempo, avança ainda o responsável, a Bragalis aborda estes tempos complicados “na disposição de diminuir as suas margens de lucro, dentro de uma sustentabilidade razoável para a empresa”.
Estas condições estão ligadas a uma política de rigor nos pagamentos, e de escolha de parceiros que sabem exatamente o que fazer no mercado. José Alberto afirma, inclusivamente, que “este trabalho de seleção e de rigor permitiu controlar melhor os efeitos da contração económica que agora sentimos. Os nossos clientes não são de risco, são velhos conhecidos, selecionados de forma criteriosa”, avança ainda.
Daí que o volume de negócios da empresa não suba de forma abrupta, mas sim lentamente e sustentadamente.

Objetivo: suportar a estrutura
Com o fim do balão de oxigénio dado pela banca, muitas casas passam por dificuldades. A Bragalis, tendo-se precavido para o momento, continua a ter como principal preocupação a manutenção de uma “máquina” que está montada para o atual nível de faturação da empresa, ainda que o mercado e as condições económicas do país “aconselhem” ao encolhimento da estrutura. “Falamos de stocks, de pessoal e de instalações”, refere José Alberto.
Ao mesmo tempo, a empresa afirma-se preparada “para fazer cortes, se necessário”, num ano que poderá até ter um desfecho positivo – com aumento das vendas – em virtude do posicionamento da Bragalis.
Assim, 2013 será tempo de manter os níveis de trabalho realizado e o atual volume de negócio, sempre com “muita atenção a alguma quota de mercado que possa ser negligenciada pela nossa concorrência”, aponta José Alberto. Em simultâneo, a Bragalis vai também reforçar o seu portfólio de produtos, com novas marcas – como é o caso da Osram – e linhas de produto mais económicas.

A importância de estar próximo
“Um dos nossos trunfos é sermos um negócio de proximidade”, diz José Alberto. “O nosso cliente, não tendo capacidade de armazém, utiliza-nos diariamente para levantar as peças de que necessita”, refere ainda, reportando-se a um núcleo de clientes baseado num raio de 100 quilómetros, a partir dos armazéns da empresa.

Cada macaco no seu galho
“Os meios humanos para satisfazer o pedido de um retalhista são metade dos exigidos para atender à oficina, cujas necessidades são muito mais específicas.” Quem o diz é José Alberto, que aposta numa estrutura virada para o retalho, permitindo margens de lucro que, podendo ser maiores na venda direta à oficina, seriam gastas no maior custo da estrutura. “Acho que esse foi o equívoco de alguns importadores”, opina.

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